“A morte atinge a totalidade da pessoa e não só o seu corpo. Ela cresce e se madura dentro da vida do homem mortal. Jesus, totalmente humano, teve que passar por ela. Com a morte, a pessoa adquire outro tipo de corporalidade, mais aperfeiçoado e universal. Se a morte significa um aperfeiçoamento do ser humano por causa de sua relação mais íntima com o universo, então ela possibilita também a plenitude do conhecer, do sentir, do amar, enfim, da consciência. Ao morrer, a pessoa atravessa semelhante crise biológica como ao nascer. A morte significa o nascimento do verdadeiro e pleno querer. A pessoa não é só um ser, mas principalmente um poder-ser. Existe nesse ser um homem latente que quer se revelar em sua plenitude total. A ressurreição é a resposta ao princípio-esperança do homem.” (A ressurreição de Cristo- Leonardo Boff). E, nós cristãos, vimos em Jesus esse homem revelado.
A ressurreição de Jesus é um fato histórico, com testemunhas oculares que deixaram para nós o registro de suas experiências: foram transformados por dentro e por fora, não continuaram as mesmas pessoas. Olhemos para Maria Madalena, Pedro, João, os discípulos de Emaús, Tomé, a comunidade dos discípulos, Paulo… Passaram de uma situação de tristeza, vazio, solidão da ausência, medo, falta de sentido, de trevas para a luz que nunca mais se apagará. E uma Esperança tão entranhável os fez capazes de “ver novas todas as coisas n’Ele”.
A fé na ressurreição imprime novo dinamismo em nossa caminhada terrena. E professamos nossa fé em cada eucaristia, não só no credo: